És tão especial! Todos te procuram, todos pedem os teus conselhos, todos querem a tua amizade, todos te querem... Sentes-te obrigada a esconder em subterfúgios para os evitares, para não teres de ser brusca e insensível ou para manteres o mistério que te envolve.
Eu sou só eu. E não pretendo ser mais nada. Se tenho segredos são só meus, não os desvendo a ninguém, nem a mim própria. Sou translúcida, tal água turva que segue a tempestade. E se não te digo onde vou afluir é para que não sigas a minha corrente sangrenta e nela te afogues.
Continua a ser quem és. Amo-te assim mesmo.
E continuarei a amar-te... em silêncio.
segunda-feira, 30 de abril de 2007
Os meus Filhos!
Observo de longe os pequenos passos incertos que dás, deixando escapar um suspiro inquieto em cada tropeço, mas mantenho-me firme e deixo-te cair. Levantas os olhos, meios chorões como quem pergunta porque não te acudo e eu parecendo uma fã de futebol encorajo-te a levantares-te como se nada fosse. E quando te ergues novamente, corres para mim sorrindo por teres conseguido sozinha, lanças o teu corpo frágil nos meus braços como para recuperares forças, dás-me um beijo como quem agradece e voltas à aventura sem mesmo o meu consentimento.
Os teus passos são agora mais largos, cresces sem que eu tenha dado conta. Já não tenho de mudar fraldas e as perguntas que me fazes por vezes surpreendem-me, talvez porque nunca as fiz ou simplesmente porque nunca tive de responder. Agora queres saber como nascem os meninos, porque o teu amigo da escola já não quer jogar a bola mas quer dar-te beijinhos. E eu pacientemente explico-te como nunca antes me explicaram.
Bolas, tu e as namoradas que não compreendes! Já te disse mais de mil vezes, quando elas não querem não insistas. As mulheres são complicadas, basta olhares para mim.
Mas continuo a aconselhar-te sobre as mensagens que deves mandar, o que deves dizer, ainda que não tenha a certeza, tento ajudar. É sempre difícil ver-te crescer.
Olho-te, de bengala na mão e pergunto-me como te posso ajudar.
Em tempos, já idos, eras capaz de me mandar bugiar apenas por perguntar se precisavas de algo. Hoje, sinto-te mais próximo, mais dependente, mais criança outra vez.
Hoje, olhando para ti, vejo mais um filho para alimentar, aquele que também eu fui, aquele a quem tu deste a mão, aquele que aconselhaste como se fosse teu, que alimentaste com carinho e sem nada pedir em troca.
Quero dar-te esse mesmo amor que me deste quando eu não entendia que o esforço do dia-a-dia não nos deixa tempo para sonhar.
Amo todos estes filhos que não são meus! Tão diferentes que eles são. Do maior ao mais pequeno, todos são meus sem nunca me pertencerem.
Os teus passos são agora mais largos, cresces sem que eu tenha dado conta. Já não tenho de mudar fraldas e as perguntas que me fazes por vezes surpreendem-me, talvez porque nunca as fiz ou simplesmente porque nunca tive de responder. Agora queres saber como nascem os meninos, porque o teu amigo da escola já não quer jogar a bola mas quer dar-te beijinhos. E eu pacientemente explico-te como nunca antes me explicaram.
Bolas, tu e as namoradas que não compreendes! Já te disse mais de mil vezes, quando elas não querem não insistas. As mulheres são complicadas, basta olhares para mim.
Mas continuo a aconselhar-te sobre as mensagens que deves mandar, o que deves dizer, ainda que não tenha a certeza, tento ajudar. É sempre difícil ver-te crescer.
Olho-te, de bengala na mão e pergunto-me como te posso ajudar.
Em tempos, já idos, eras capaz de me mandar bugiar apenas por perguntar se precisavas de algo. Hoje, sinto-te mais próximo, mais dependente, mais criança outra vez.
Hoje, olhando para ti, vejo mais um filho para alimentar, aquele que também eu fui, aquele a quem tu deste a mão, aquele que aconselhaste como se fosse teu, que alimentaste com carinho e sem nada pedir em troca.
Quero dar-te esse mesmo amor que me deste quando eu não entendia que o esforço do dia-a-dia não nos deixa tempo para sonhar.
Amo todos estes filhos que não são meus! Tão diferentes que eles são. Do maior ao mais pequeno, todos são meus sem nunca me pertencerem.
REBELDE!!!
Viva a rebeldia!
A que me faz acordar cada dia só para contrariar as vontades do mundo que me rodeia.
Basta ter de me vergar ao quotidiano do trabalho e casa e despesas pra pagar.
Estou farta que mandem na minha vida sem mandar.
Basta de apontarem o dedo a tudo o que faço e repreendam o que digo sem mesmo saber.
Nunca poderão calar a voz desta rebelde!
Não faço! Não quero! Não vou!
Sou como sou e vou para onde for.
Ninguém manda em mim senão eu!
Não respondo sem saber e não faço sem querer.
Calo-me se quiser e nem a violência me pode parar.
Se ser diferente e defendê-lo é ser rebelde, então tenho a convicção:
Sou Rebelde de alma e coração!!
A que me faz acordar cada dia só para contrariar as vontades do mundo que me rodeia.
Basta ter de me vergar ao quotidiano do trabalho e casa e despesas pra pagar.
Estou farta que mandem na minha vida sem mandar.
Basta de apontarem o dedo a tudo o que faço e repreendam o que digo sem mesmo saber.
Nunca poderão calar a voz desta rebelde!
Não faço! Não quero! Não vou!
Sou como sou e vou para onde for.
Ninguém manda em mim senão eu!
Não respondo sem saber e não faço sem querer.
Calo-me se quiser e nem a violência me pode parar.
Se ser diferente e defendê-lo é ser rebelde, então tenho a convicção:
Sou Rebelde de alma e coração!!
sexta-feira, 27 de abril de 2007
Eu e Tu
Hoje bateu-me à porta o vazio.
Aquele que me preenche desde que me abandonaste.
Quando partiste, de sorriso nos lábios, não percebi que seria tão difícil viver sem ti.
Mal te conheci mas tenho-te presente em cada veia do meu corpo como o sangue que as percorre.
O tempo passou por nós como se fosse um dia e a ferida que deixaste continua profunda nesta alma solitária.
Deixaste-me somente o silêncio crescente de criança indesejada e carente.
Vivo o teu último sorriso como uma eterna carícia à minha memória.
Viverei eternamente pensando no que seria de nós se não tivesses ido...
Aquele que me preenche desde que me abandonaste.
Quando partiste, de sorriso nos lábios, não percebi que seria tão difícil viver sem ti.
Mal te conheci mas tenho-te presente em cada veia do meu corpo como o sangue que as percorre.
O tempo passou por nós como se fosse um dia e a ferida que deixaste continua profunda nesta alma solitária.
Deixaste-me somente o silêncio crescente de criança indesejada e carente.
Vivo o teu último sorriso como uma eterna carícia à minha memória.
Viverei eternamente pensando no que seria de nós se não tivesses ido...
quinta-feira, 26 de abril de 2007
Vejo-te
Vejo-te por trás do cabelo engomado de madeixas claras que, naturalmente lanças por cima dos ombros num gesto desenvolto de quem nada esconde; por baixo da base e da maquilhagem que escolheste a condizer com o teu estado de espírito, entre o rímel negro que sobressai os teus olhos verde água; vejo a tua simplicidade para além de todos os acessórios que te dão esse ar de boneca perfeita em porcelana pré-fabricada.
Vejo o vazio que habita as palavras que aprendeste nos programas cultos da televisão e que nos soltas de forma disciplinada enquanto com olhares furtivos me perscrutas e invades.
Estranho esse ar reprovador com que estudas cada um dos meus gestos, sempre com um brilho rebelde no olhar e, sem nunca me encarares directamente, deixas escapar um sorriso discreto.
Quando percebo a porta aberta que deixa escapar essa imagem que não queres transparecer, pergunto a mim mesma se não será somente curiosidade. Estou pronta a satisfaze-la! Estou sempre pronta a mostrar que uma mulher é mais do que aquilo que aparenta. Muito mais do que aquilo que diz e vai sempre muito além daquilo que faz.
Vem, espero-te! Abro-te a porta consciente que em qualquer altura a fera que escondes fará a sua aparição para me devorar... Estou pronta! Devora-me! Sacia essa sede que defendes não ter! Aquela que calas olhando-te ao espelho e confinando-te às trivialidades quando o que na realidade procuras é um simples momento de prazer que te faça voar.
Vejo o vazio que habita as palavras que aprendeste nos programas cultos da televisão e que nos soltas de forma disciplinada enquanto com olhares furtivos me perscrutas e invades.
Estranho esse ar reprovador com que estudas cada um dos meus gestos, sempre com um brilho rebelde no olhar e, sem nunca me encarares directamente, deixas escapar um sorriso discreto.
Quando percebo a porta aberta que deixa escapar essa imagem que não queres transparecer, pergunto a mim mesma se não será somente curiosidade. Estou pronta a satisfaze-la! Estou sempre pronta a mostrar que uma mulher é mais do que aquilo que aparenta. Muito mais do que aquilo que diz e vai sempre muito além daquilo que faz.
Vem, espero-te! Abro-te a porta consciente que em qualquer altura a fera que escondes fará a sua aparição para me devorar... Estou pronta! Devora-me! Sacia essa sede que defendes não ter! Aquela que calas olhando-te ao espelho e confinando-te às trivialidades quando o que na realidade procuras é um simples momento de prazer que te faça voar.
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