Olá mãe...
Há quanto tempo não falávamos...
Desculpa a minha ausência...
Mas tu sabes que a minha verdadeira essência nunca está muito longe da tua...
Sinto a tua falta...
Tantos anos sem te falar e mesmo assim parece que a tua voz insiste em soar-me aos ouvidos...
Os teus conselhos... Já nem me lembro de metade...
O teu sorriso...
Esse sim, ficou-me para sempre marcado...
Tanta dor em nome do amor e eis que sou eu o resultado...
Em cada esquina da minha vida procura a tua presença e o teu carinho...
Tenho encontrado as marcas que deixaste no passado e sinto-me feliz por te ir conhecendo aos poucos...
Como quem descobre a verdade que há muito nos habita e sempre foi nossa...
Erros...
Enganos...
Escolhas parvas que todos fazemos...
Não foste mais do que tu mesma...
Mas foste REAL...
Foste a maior verdade que existiu no meio da falsidade que me rodeia no dia a dia...
Foste tu que me deste a vida e me fizeste nela a fortaleza que sou...
Só queria que pudesses ver a mulher que se criou...
Queria mesmo que te chateasses comigo e que o nosso olhar se cruzasse em tom de amor apenas para amenizar as palavras cruas das discussões e desacatos...
Mais do que tudo aprendi a dar valor à falta que me fazes...
À distância que me trazes...
E o amor...
Bem...
Esse estupor continua a incendiar os meus dias como a tua ausência ilumina as minhas noites...
Feliz Natal Mamã...