domingo, 13 de fevereiro de 2011

Não desistas...

Don't pretend that it's okay
Things won't get better that way
Don't do something you might regret someday...
Don't!

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

2 minutos...




"Quem sou eu?"
"O que faço aqui?"
"Porque estou neste mundo?"
"E porque me sinto tão inútil?"

Não acredito que não haja um único ser humano que não se tenha feito estas perguntas...
E são perguntas às quais só nós próprios podemos encontrar a resposta...
Todos os grandes feitos do Homem não se concretizaram em dois minutos... E no entanto quando olhamos para eles sentimos-nos tão pequenos que dois minutos parecem uma vida de inutilidade...
Crescemos a ouvir dizer coisas como se não temos um curso, não somos ninguém... Se não temos dinheiro não somos nada... Se não temos família somos uns exilados...
Mas EU SOU alguém... Não tenho curso mas tenho conhecimentos... Não tenho dinheiro mas tenho amigos (e daqueles que valem mais que todo o dinheiro do mundo!!!)... Felizmente tenho família mas isso não me impede de me sentir uma exilada...
Não entendo!
Em tudo, parece que sou do contra...
Às vezes até gostava de ser como os outros... Mas não sou... E aprendi que a minha felicidade está precisamente nessa diferença... No meu orgulho em falhar... Em cair para levantar-me mais forte e mais rebelde que nunca... Quem disse que a rebeldia era uma coisa má???!!!
A minha maior paixão é viver... É aprender... É conhecer... É saber que o sol é o mesmo para todos mas nem todos sabem parar dois minutos para receber o seu calor...
A minha felicidade é deixar que a minha alma se alimente dos momentos felizes ainda que o meu corpo esteja a ferro e fogo...
A minha felicidade é saber que basta um palavra minha para ajudar alguém a sair da fossa...
A minha felicidade é ver-te sorrir...
E de nada me adianta ter todo o dinheiro do mundo, nem todos os conhecimentos se não souber fazer-te sorrir...
De que adianta ter a vida "perfeita" se não souber dar valor ao sabor de um beijo ou de um abraço?
Ou ao calor do sol que me acaricia a pele? Não... Não é aquele sol da praia para ficar com um bronze de meter inveja... Não é esse o sol que me aquece a alma... São mesmo aqueles dois raios que sobrevivem por entre as nuvens num dia de chuva... É o calor num dia de inverno em que quase não consigo sentir o nariz... É nesse sol que me quero banhar... É esse calor que me faz acreditar que sou alguém e que não posso ser tão inútil assim...

Não há dia que passe sem que me pergunte a razão da minha existência... Que contributo dou eu a este mundo sobrecarregado de história, de magníficas conquistas e descobertas...
Sinceramente penso que faço parte daquele grupo de "inúteis" que provavelmente nunca vão inventar nada grande o suficiente para deixar o mundo em êxtase... Mas pouco importa...
Cada dia descubro coisas novas e diferentes... Novidades com milhões de anos... Palavras que nunca sonhei existirem e parece terem sido inventadas só para mim... Todos os dias são uma novidade para mim....
Gosto de descobrir... Nem que seja só para mim.... Sim, porque por vezes ao partilhar descubro que era a única que desconhecia tal facto... Acontece... Paciência... Não tenho medo de admitir o que desconheço...
Mas dois minutos bastam para descobrir a minha verdadeira razão neste mundo... Basta que o meu olhar se cruze com o teu... Uma palavra tua e o meu céu inunda-se de sol... De repente todos os grandes feitos se tornam pequenos comparados à maravilhosa presença de outro ser humano... E as minhas dúvidas dissipam-se no brilho dos teus olhos...
De mim apenas fica uma presença que repete incessantemente: Não sou nada, nem ninguém... Apenas mais uma bactéria neste infinito universo... Mas sou feliz com o nada que sou e com o ninguém que tenho...

sábado, 22 de janeiro de 2011

É por isso mesmo....

Eis a melhor explicação para os longos silêncios que se apoderam desta página...

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Do tempo e do silêncio...



Adoro o silêncio...
O silêncio da chuva a cair...
O silêncio do vento nas árvores...
O silêncio dos ponteiros do relógio...
O silêncio dos meus passos...
O silêncio das carícias...
O silêncio dos beijos...
O silêncio do silêncio...

Odeio o silêncio...
Aquele que esconde um ruído ensurdecedor...
O que antecede as tempestades...
O que acolhe rancores e frustrações...
O silêncio dos pensamentos que não deveriam existir...
Aquele que não há tempo para ouvir...


quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Invasão de Privacidade...

...Ou exposição de Privacidade???

Onde começa o nosso espaço e onde termina o espaço do outro?
Há pouco tempo alguém fez alusão à exposição a que nos submetemos ao partilhar as nossas experiências e o nosso dia a dia na Internet...
Nada que já não tenha sido falado e discutido, verdade!?

Perguntou-me se o facto de ter um blog e partilhar tantas coisas "pessoais" não expunha a minha vida pessoal também...

Não tenho argumentos suficientes para debater o ponto de vista geral e até estou um pouco de acordo: Muita gente EXPÕE realmente (e em pormenor) a sua vida privada em redes sociais ou até em blogs...
Como sou daquelas pessoas que pouco ou nada se interessa pela vida particular dos outros, e muito menos por "fofocas", tudo isso passa-me ao lado... Mas também sei que há quem se interesse e até USE essas mesmas "novidades" para outros fins...
No meu caso pessoal e neste blog em especial posso dizer que o que partilho são meras palavras... Feitas a partir de experiências reais ou imaginárias que de alguma forma vou conseguindo transformar em frases para os meus seguidores ou visitantes... São ideias pessoais, pensamentos ou apenas uma chamada de atenção ao bom senso...
No fundo a única ideia é PARTILHAR... Da mesma forma que se faria ao vivo e a cores... Com a exclusiva diferença que se tratam de monólogos... Não corremos o risco de alguém nos influenciar o pensamento, não se trocam informações e ninguém nos interrompe o raciocínio... É talvez um instinto um tanto solitário mas também é uma forma de se organizarem ideias dando oportunidade a quem nos lê de se lançar ao desafio de nos comentar e assim partilhar também o seu ponto de vista... :o)

Para quem, como eu, sempre gostou de escrever, de conhecer novas palavras, ou melhor ainda descobrir novas formas de as usar - Incrível como certas palavras se repetem sem nunca terem o mesmo significado - tudo isto é apenas um exercício mental... Uma forma de atingir um público que no fundo não queremos, pois nada nem ninguém melhor do que nós poderá julgar o que escrevemos... Mas ninguém é uma ilha... E ninguém pode alimentar o espírito só de si próprio... Daí a partilha... Na partilha colhemos os verdadeiros frutos do nosso pensamento, das frases que escrevemos e damos a conhecer um EU que quem nos lê (e nos conhece) desconhece... :o)

Para ti amiga Maria...
A privacidade que exponho está nos olhos de quem a lê e como a interpreta...