Não sigas os meus passos.
Não sigas as pegadas dos sentimentos que deixo escapar a cada passo que dou.
Não acredites em mim.
Porque sou egoísta e só eu existo no meu mundo. Tudo o resto é complemento, reflexo do que me falta.
Não vás por onde vou, porque o meu caminho esconde armadilhas sem fim.
Porque guardo bem no fundo quem sou e para onde vou.
Não me sigas. Por mais que te pareça segura do que quero atingir, sou só uma sombra iluminada pela vontade de fugir.
Sou só eu. Única nesta prisão que habito.
Quem me dera livrar-me deste Eu que é tão mais forte que o meu querer.
Amar para quê, se o amor esconde nos seus encantos todos os recantos dos quais tento escapar?
quarta-feira, 23 de maio de 2007
terça-feira, 22 de maio de 2007
Porquê?!
Todos conhecemos aquela fase em que a curiosidade se torna mais aguda, principalmente nas crianças, em que desatam a perguntar-nos o porquê das coisas.
Para quase tudo e, apesar da exaustão que nos causam quando nunca mais param de perguntar porquê, nada é mais difícil de explicar do que a morte.
Porquê? dizem elas... e que outra resposta podemos dar senão: porque é assim; porque todos morremos; porque ficou doente; porque foi melhor assim... (é melhor nunca dizermos isto a uma criança!!) e por mais que tentemos explicar, os “porquês” continuam a surgir, uns atrás dos outros...
Mas nem só as crianças questionam o porquê das coisas. Eu, pessoalmente não tenho muito jeito para aturar esse tipo de questionários e frequentemente deixo essa tarefa à minha amiga sm, até porque eu tenho mais tendência a fazer-lhe essas mesmas perguntas. Porquê isto? Porquê aquilo? Porquê que andas tão em baixo ultimamente? Porquê que não lhe dizes o que sentes? Porque sou assim?! Eu sei que parece mentira para quem me conhece, sempre segura e auto-suficiente, mas a verdade é que sou assim porque tenho o apoio incondicional de uma alma paciente e atenta, eterna apaixonada, sensível e materna.
E venho por este meio demonstrar ao mundo inteiro que reconheço a sua importância na minha vida. Porque apesar de nem sempre ter as respostas que procuro, ajuda-me a encontrar as que preciso. Porque apesar de sensível e tímida, tem uma força infindável para me contradizer e seguir o caminho mais difícil sabendo que todas as portas se abririam se escolhesse o mais fácil.
Não se habituem! Não sou assim por natureza! Mas sei dar o devido valor a quem merece.
Hoje levanto o meu véu para te dizer o quanto és especial. Hoje sou eu que te vou dizer que se tudo acontece, tem uma razão mais profunda do que aquela que vemos. Que a vida é feita de coincidências e consequências. E que tu és só um elo na corrente do destino!
Não tentes compreender o que não tem explicação.
Não procures respostas a perguntas que não podem existir.
Segue o instinto que sempre te foi fiel.
E, aconteça o que acontecer, nunca deixes de seguir o que te dita o coração!
in memory of Ricardo Cardoso
Para quase tudo e, apesar da exaustão que nos causam quando nunca mais param de perguntar porquê, nada é mais difícil de explicar do que a morte.
Porquê? dizem elas... e que outra resposta podemos dar senão: porque é assim; porque todos morremos; porque ficou doente; porque foi melhor assim... (é melhor nunca dizermos isto a uma criança!!) e por mais que tentemos explicar, os “porquês” continuam a surgir, uns atrás dos outros...
Mas nem só as crianças questionam o porquê das coisas. Eu, pessoalmente não tenho muito jeito para aturar esse tipo de questionários e frequentemente deixo essa tarefa à minha amiga sm, até porque eu tenho mais tendência a fazer-lhe essas mesmas perguntas. Porquê isto? Porquê aquilo? Porquê que andas tão em baixo ultimamente? Porquê que não lhe dizes o que sentes? Porque sou assim?! Eu sei que parece mentira para quem me conhece, sempre segura e auto-suficiente, mas a verdade é que sou assim porque tenho o apoio incondicional de uma alma paciente e atenta, eterna apaixonada, sensível e materna.
E venho por este meio demonstrar ao mundo inteiro que reconheço a sua importância na minha vida. Porque apesar de nem sempre ter as respostas que procuro, ajuda-me a encontrar as que preciso. Porque apesar de sensível e tímida, tem uma força infindável para me contradizer e seguir o caminho mais difícil sabendo que todas as portas se abririam se escolhesse o mais fácil.
Não se habituem! Não sou assim por natureza! Mas sei dar o devido valor a quem merece.
Hoje levanto o meu véu para te dizer o quanto és especial. Hoje sou eu que te vou dizer que se tudo acontece, tem uma razão mais profunda do que aquela que vemos. Que a vida é feita de coincidências e consequências. E que tu és só um elo na corrente do destino!
Não tentes compreender o que não tem explicação.
Não procures respostas a perguntas que não podem existir.
Segue o instinto que sempre te foi fiel.
E, aconteça o que acontecer, nunca deixes de seguir o que te dita o coração!
in memory of Ricardo Cardoso
segunda-feira, 21 de maio de 2007
Eu e...
Ca n'est pas du rimmel sur mes yeux,
Ni du rouge à mes lèvres,
C'est pas c'que tu crois,
Juste que c'est beau.
Ca n'est pas ma robe qui vole un peu,
Pas pour que tu voies mes jambes.
C'est pas c'que tu crois,
Juste que j'ai chaud
Ce n'est qu'une chanson d'ami,
D'ami, pas d'amour.
Ce n'est qu'une chanson d'ami,
Promis, pas d'amour.
Je ne t'aime pas,
Je t'aime bien.
Ca n'est pas ma main, là, dans la tienne,
Ni ta veste sur mes épaules,
Non c'est pas c'que tu crois,
Juste que j'ai froid!
Ca n'est pas ma main, là, qui te gêne,
Oh! je sais, ça n'est pas drôle,
Mais c'est pas c'que tu crois,
C'est juste comme ça!
Ce n'est qu'une chanson d'ami,
D'ami, pas d'amour.
Ce n'est qu'une chanson d'ami,
Promis, pas d'amour!
Je ne t'aime pas,
Je t'aime bien.
Ca n'est pas pour celle que tu embrasses,
Pas pour ça que je pleure,
Si c'est c'que tu crois,
Tu t'es trompé!
Ca n'est pas parce qu'elle a pris ma place,
Pas pour ça que je t'en veux!
Si tu n'veux plus de moi,
Autant se quitter
Avec une chanson d'ami,
D'ami, pas d'amour,
Avec cette chanson d'ami,
D'ami, pas d'amour,
Ce n'est qu'une chanson,
promis, mon amour,
Je ne t'aime pas,
Je t'aime bien.
Tu ne m'aimes plus,
Mais ça fait rien!
Ni du rouge à mes lèvres,
C'est pas c'que tu crois,
Juste que c'est beau.
Ca n'est pas ma robe qui vole un peu,
Pas pour que tu voies mes jambes.
C'est pas c'que tu crois,
Juste que j'ai chaud
Ce n'est qu'une chanson d'ami,
D'ami, pas d'amour.
Ce n'est qu'une chanson d'ami,
Promis, pas d'amour.
Je ne t'aime pas,
Je t'aime bien.
Ca n'est pas ma main, là, dans la tienne,
Ni ta veste sur mes épaules,
Non c'est pas c'que tu crois,
Juste que j'ai froid!
Ca n'est pas ma main, là, qui te gêne,
Oh! je sais, ça n'est pas drôle,
Mais c'est pas c'que tu crois,
C'est juste comme ça!
Ce n'est qu'une chanson d'ami,
D'ami, pas d'amour.
Ce n'est qu'une chanson d'ami,
Promis, pas d'amour!
Je ne t'aime pas,
Je t'aime bien.
Ca n'est pas pour celle que tu embrasses,
Pas pour ça que je pleure,
Si c'est c'que tu crois,
Tu t'es trompé!
Ca n'est pas parce qu'elle a pris ma place,
Pas pour ça que je t'en veux!
Si tu n'veux plus de moi,
Autant se quitter
Avec une chanson d'ami,
D'ami, pas d'amour,
Avec cette chanson d'ami,
D'ami, pas d'amour,
Ce n'est qu'une chanson,
promis, mon amour,
Je ne t'aime pas,
Je t'aime bien.
Tu ne m'aimes plus,
Mais ça fait rien!
E aqui vai uma tradução:
Não é do rímel nos meus olhos,
Nem do batom nos meus lábios,
Não é o que tu pensas,
É só porque é bonito.
Não é do meu vestido a esvoaçar,
Não é para que me vejas as pernas.
Não é o que tu pensas,
É só porque tenho calor.
É só uma canção de amigo,
De amigo e não de amor.
É só uma canção de amigo,
Prometo, não é de amor.
Eu não te amo,
Eu gosto de ti.
Não é da minha mão aqui, na tua,
Nem do teu casaco sobre os meus ombros,
Não, não é o que tu pensas,
É só porque tenho frio!
Não é a minha mão que te incomoda,
Oh! Eu sei que não tem piada,
Mas não é o que tu pensas,
É só porque sim!
É só uma canção de amigo,
De amigo e não de amor.
É só uma canção de amigo,
Prometo, não é de amor.
Eu não te amo,
Eu gosto de ti.
Não é por aquela que beijas,
Não é por isso que choro,
Se é o que pensas,
Estás enganado!
Não é porque ela tomou o meu lugar,
Não é por isso que estou chateada!
Se já não me queres,
Mais vale separarmo-nos
Com uma canção de amigo,
De amigo e não de amor,
Com esta canção de amigo,
De amigo e não de amor,
É só uma canção,
Prometo, meu amor...
Eu não te amo
Eu gosto de ti.
Tu já não me amas,
Mas não faz mal!
Nem do batom nos meus lábios,
Não é o que tu pensas,
É só porque é bonito.
Não é do meu vestido a esvoaçar,
Não é para que me vejas as pernas.
Não é o que tu pensas,
É só porque tenho calor.
É só uma canção de amigo,
De amigo e não de amor.
É só uma canção de amigo,
Prometo, não é de amor.
Eu não te amo,
Eu gosto de ti.
Não é da minha mão aqui, na tua,
Nem do teu casaco sobre os meus ombros,
Não, não é o que tu pensas,
É só porque tenho frio!
Não é a minha mão que te incomoda,
Oh! Eu sei que não tem piada,
Mas não é o que tu pensas,
É só porque sim!
É só uma canção de amigo,
De amigo e não de amor.
É só uma canção de amigo,
Prometo, não é de amor.
Eu não te amo,
Eu gosto de ti.
Não é por aquela que beijas,
Não é por isso que choro,
Se é o que pensas,
Estás enganado!
Não é porque ela tomou o meu lugar,
Não é por isso que estou chateada!
Se já não me queres,
Mais vale separarmo-nos
Com uma canção de amigo,
De amigo e não de amor,
Com esta canção de amigo,
De amigo e não de amor,
É só uma canção,
Prometo, meu amor...
Eu não te amo
Eu gosto de ti.
Tu já não me amas,
Mas não faz mal!
terça-feira, 15 de maio de 2007
Confissão de uma pusilânime.
“No amor, o verdadeiro vencedor esquece que está numa corrida. Apenas ama correr.”
Odeio perder!
Lembro os tempos em que não me cansava de correr e aplicava-me para ganhar a todo o custo. Avaliava os meus adversários antes de me decidir a concorrer e enraivecia-me quando surgiam surpresas. Se perdia, não descansava enquanto não houvesse desforra! E não me importava que fossem mais fortes ou mais rápidos que eu, desde que pudesse demonstrar que nunca me iria vergar à sua alegada superioridade.
Que coragem a minha! Ainda hoje, todos os que me conhecem, sabem que passo por caminhos onde muitos não se aventuram, vou onde não posso e faço o que não devo.
Mas o que vocês não sabem, o que não vos mostro, é que na realidade sou apenas uma destemida cobarde.
Lembro os tempos em que não me cansava de correr e aplicava-me para ganhar a todo o custo. Avaliava os meus adversários antes de me decidir a concorrer e enraivecia-me quando surgiam surpresas. Se perdia, não descansava enquanto não houvesse desforra! E não me importava que fossem mais fortes ou mais rápidos que eu, desde que pudesse demonstrar que nunca me iria vergar à sua alegada superioridade.
Que coragem a minha! Ainda hoje, todos os que me conhecem, sabem que passo por caminhos onde muitos não se aventuram, vou onde não posso e faço o que não devo.
Mas o que vocês não sabem, o que não vos mostro, é que na realidade sou apenas uma destemida cobarde.
No que concerne aos amores então prefiro nem pronunciar-me.
Cobarde por pensar que na recusa de voltar a entregar-me encontrar-me-ei.
Cobarde por encerrar o que me resta de coração numa prisão solitária para que este não mais seja roubado.
Cobarde por desejar a felicidade sem no entanto me arriscar.
Mas, mais ainda, sou cobarde por não conseguir sentir senão as cicatrizes que a vida me presenteou.
Ávida de felicidade, refugio-me nos miasmas do passado; e em fantasmas, dos quais, tal como o amor verdadeiro, todos falam mas nunca ninguém os viu!
Cobarde por pensar que na recusa de voltar a entregar-me encontrar-me-ei.
Cobarde por encerrar o que me resta de coração numa prisão solitária para que este não mais seja roubado.
Cobarde por desejar a felicidade sem no entanto me arriscar.
Mas, mais ainda, sou cobarde por não conseguir sentir senão as cicatrizes que a vida me presenteou.
Ávida de felicidade, refugio-me nos miasmas do passado; e em fantasmas, dos quais, tal como o amor verdadeiro, todos falam mas nunca ninguém os viu!
sexta-feira, 11 de maio de 2007
RAIVA!!!
Quem me conhece sabe que fervo em pouca água!
Quem convive comigo sabe que por vezes sou insuportável!
Mas se há coisa que me tira completamente do sério é a injustiça!
E hoje estou loucamente IRRITADA!!!
A maior injustiça deste país começa pelo facto de o dividirem em duas classes:
Os grandes e os pequenos!
Temos os senhores doutores e os outros;
Os ricos e os merdas;
Os fardados e a gentinha;
Os que trabalham e os preguiçosos;
Os pensadores e os burros;
Os espertos e os que se f****
Chego a conclusão de que não existo assim como todos aqueles que fazem parte do meu círculo de amigos e conhecidos.
Não existimos senão como uma massa que enche as ruas e lhes rouba o ar que cada um merece não sua própria condição: O2 para uns e CO2 para os outros!
Por mim, podem morrer todos!!!!!
Quem convive comigo sabe que por vezes sou insuportável!
Mas se há coisa que me tira completamente do sério é a injustiça!
E hoje estou loucamente IRRITADA!!!
A maior injustiça deste país começa pelo facto de o dividirem em duas classes:
Os grandes e os pequenos!
Temos os senhores doutores e os outros;
Os ricos e os merdas;
Os fardados e a gentinha;
Os que trabalham e os preguiçosos;
Os pensadores e os burros;
Os espertos e os que se f****
Chego a conclusão de que não existo assim como todos aqueles que fazem parte do meu círculo de amigos e conhecidos.
Não existimos senão como uma massa que enche as ruas e lhes rouba o ar que cada um merece não sua própria condição: O2 para uns e CO2 para os outros!
Por mim, podem morrer todos!!!!!
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