quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

infinitude





Quero-te no silêncio de quem já não quer mais
O que um dia teve e não soube guardar.
Deixo-te mil palavras que não lerás jamais
Apenas para reconhecer que não sei amar...

terça-feira, 25 de novembro de 2014


"Lenta é a experiência 
de todos os poços profundos; 
tardam muito a saber 
o que caiu no seu fundo."

Nietzsche

quinta-feira, 6 de novembro de 2014

I'll kill you with my calm


Cada um com seu feitio.
Mau ou bom, pouco importa...
Mas...
Alguns podem dar-se ao luxo de ter mais mau feitio que outros!

"revenge is a poison meant for others,
 that we end up swallowing ourselves...
vengence is a dark light that blinds all who seek it!

the untroubled soul knows there's no justice in revenge
the untroubled soul knows that to seek vengence is to seek destruction."

terça-feira, 14 de outubro de 2014

Eternamente...


hidden hug by mariadesconhecida on deviantART


 Hoje o sol não se deita 
sem que os meus braços te envolvam e o meu calor te abrace.

Hoje não haverá lua 
sem que me deite em ti e adormeça ao som do teu beijo húmido sobre a minha testa.

Este Hoje, que nunca mais voltará, será a minha oferenda à Deusa;
 sacrifício pelas luzes das Ursas que te guiam no amanhã, 
e desde sempre, para o grito do sangue que ferve em mim.

quinta-feira, 9 de outubro de 2014

Esqueci-me de Tudo!


A beleza do momento em que tudo se esquece é a absoluta certeza do sentimento que nos inunda.
Nem só de memória vivemos.
Gestos impensados, movimentos involuntários, medos conquistados e toda uma panóplia de tempestades de insensatez que o néctar da inocencia nos proporciona.
Nunca esquecer quem somos ou de onde vimos.
Mas eu já nem sei quem sou nem onde estou.
Não reconheço o chão que me recolhe nem o corpo que lavro.
Deixo a natureza tomar posse do que sempre lhe pertenceu e esqueço tudo o que já podia ter acontecido.
Só não consigo esquecer o teu olhar, que já nem sei ler, nele encontro-me e lembro-me de tudo o que um dia quis ser.

sexta-feira, 19 de setembro de 2014

Flores de Outono


Em quantas vidas te deixei seguir em frente e ainda assim não consigo largar-te a pele?
Já tentei de tudo.
Mas nesse universo cruel do inevitável não te encontro em lado algum...
Agarrei a esperança que me apanhasses pelo caminho e depois,
desesperei numa esquina de lembranças,
a espreitar pelas cortinas,
enquanto as minhas mãos, tremendo de raiva, sufocavam as palavras que devias ouvir.

Algo morre em mim nessa liberdade que te ofereço.
Mas mais vale morrer com a tua pele na ponta dos dedos do que viver sem nunca a ter respirado.

segunda-feira, 25 de agosto de 2014

Adequadamente



Descobri que já não quero coisas boas.
As coisas boas sempre chegam ao fim
e não quero que se acabe o que existe entre nós... 

terça-feira, 19 de agosto de 2014

2 Dias, 2 anos ou uma eternidade

 It always fascinated me how people go from loving you madly to nothing at all, nothing. It hurts so much.

When I feel someone is going to leave me, I have a tendency to break up first before I get to hear the whole thing. Here it is. One more, one less. Another wasted love story.

I really love this one.

When I think that its over, that I'll never see him again like this... well yes, I'll bump into him, we'll meet our new boyfriend and girlfriend, act as if we had never been together, then we'll slowly think of each other less and less until we forget each other completely. Almost.

Always the same for me. Break up, break down. Drunk up, fool around. Meet one guy, then another, fuck around. Forget the one and only. Then after a few months of total emptiness start again to look for true love, desperately look everywhere and after two years of loneliness meet a new love and swear it is the one, until that one is gone as well.

There's a moment in life where you can't recover any more from another break-up. And even if this person bugs you sixty percent of the time, well you still can’t live without him. And even if he wakes you up every day by sneezing right in your face, well you love his sneezes more than anyone else's kisses.




Se ao menos fosse assim tão complicado....

sábado, 9 de agosto de 2014

Mundo meu, quem sou eu?


A minha bandeira não tem cor.
Tem raízes profundas em canções de amor;
troncos crescidos e ramos em flor
decorados com folhas escorrendo suor.

O meu país não tem fronteiras.
Tem memórias de guerras e brincadeiras,
histórias de crescimento e quebra de barreiras,
sonhos, vontades e descobertas pioneiras.

sexta-feira, 1 de agosto de 2014

terça-feira, 29 de julho de 2014

Conheces-me?

Ignoro o poder do tempo sobre o silêncio.
E do silêncio sobre o tempo.
Ou qualquer coisa desse género.
Como uma história de duas criaturas separadas pelo espaço térreo, conhecendo a existência recíproca sem que palavra alguma o confirmasse.
O relógio contava os anos desses calendários que deitamos fora numa agenda por preencher.
Memórias de lugares que nunca foram visitados e consequências de decisões ainda por tomar.

Palavras, sons particulares, que o tom da tua voz implementa nas minhas entranhas e se recusa a explicar.
Ecos de momentos, cores que a tua voz faz repercutir como se o disco riscado continuasse a tocar aquela música que já não posso ouvir.

Desligas e eu não quero ficar só, com imagens sem som...




 
forbidden fruit by apeyron on deviantART

sábado, 26 de janeiro de 2013

Feliz!

Sentimento de plenitude.
Perfeição mais pura que o pó da montanha que se transforma em diamante.
Nada mais importa.
Felicidade inquestionável no épico da simplicidade.
EU! Invencível!
Nada me atinge, nada me atrasa, nada nem ninguém, nesta corrida (ou espera) pelo meu objectivo.
Que poder... Este saber o que se quer e estar pronto a sacrificar tudo por o concretizar!
Tudo o que sempre quis!
Em troca de tudo o que tenho para dar.
Estranha esta mania de querermos tudo,
para ficarmos sem nada...

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Talk Like a Pirate Day!!!! Arrrr!

My pirate name is:
Mad Jenny Bonney

Every pirate is a little bit crazy. You, though, are more than just a little bit. You can be a little bit unpredictable, but a pirate's life is far from full of certainties, so that fits in pretty well. Arr!
Get your own pirate name from piratequiz.com.
part of the fidius.org network

sábado, 15 de setembro de 2012

Pés para andar...

"As tuas ideias não têm pés nem cabeça!"
Porque raio as ideias haveriam de ter pés? Nós usamos a cabeça para pensar e não os pés..
E muitas vezes esquecemos de dar o devido valor àqueles que nos carregam todos os dias. 
Gosto das minhas mãos, foi a maior ferramenta jamais inventada.
Gosto de mim. Do meu corpo e especialmente do que consigo fazer com ele.
De que nos serviria a alma se não tivéssemos corpo para ela habitar?
Por vezes sobrevalorizamos a alma e menos o corpo que a transporta.
Quanto sofrimento impõe a nossa alma a este corpo frágil carregado de doenças e vícios?
Todos clamamos por Amor para apaziguar o peso da alma.
Mas quem o carrega? 
A cabeça com a sua razão? 
O coração com as suas incertezas? 
Os pés que nos fazem andar?
Andar... Continuar a andar... Sempre para a frente... Com cabeça e coração.
O que a alma procura é Evolução. Novas ideias... Novos projectos... 
Um mundo a descobrir e nós aqui parados a mendigar pela nossa alma!?
Esta Alma é minha! Defendo-a até à morte.
E venero os pés que a ajudam a atingir os seus objectivos.

Esta força que me faz continuar vem do coração.
Se me faltar a coragem para parar, então que se lixe o coração e venha a razão.
Mas que não me faltem os pés seja para ficar ou avançar...

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Bom dia!


Abrir um olho e começar o dia a voar..
Porque lá no alto estão as estrelas que nunca vamos conhecer...
Enquanto o sol brilha para as apagar...
Começar o dia a sonhar,
contigo ao meu lado...
És real?
Ou fruto da minha imaginação?
Sinto o teu calor...
Mas não sei se não será da luz que atravessa a janela...

Abrir outro olho e pousar os pés no chão.
Era só um sonho...
Levantar e sentir o peso do corpo adormecer-me os sentidos.
Em que lutas andei metida neste sonho?

Um passo em frente e o sangue retoma o seu curso normal.
Onde está o espelho?
Preciso verificar que ainda sou eu...
Continuar a mesma...
Ser reconhecida pelos que partilham a minha vida.
Esquecer o sonho que continua a passar, 
como um filme, diante dos meus olhos..
E sonhar...
Sonhar que não estou diferente,
Que sou a mesma pessoa...
Que aquela que acorda contigo ao meu lado...

segunda-feira, 30 de julho de 2012

Tudo e Nada


Idiota!
Pensas que a vida te vai sorrir só porque sorris para ela...
Porque lutas e dás o teu melhor para atingir os teus objectivos...
Pensas que vais conseguir o que queres só porque já descobriste o que queres...
Mentiras...
Doces mentiras que te contas...
A vida nunca te vai dar mais do que aquilo que precisas para descobrires quem és...
E tu não és nada para ela...
E és tudo o que ela precisa para simplesmente ser a tua vida...

segunda-feira, 4 de junho de 2012

Fazer as pazes com o passado...


Cala esta dor que trago no peito com o som do teu sorriso...
Acalma esta incerteza com as batidas do teu coração repleto de felicidade...
Ainda que eu não faça parte...
Ainda que eu já não exista na tua vida...
Não negues a presença que tive um dia...
Não esqueças o bem e o mal que te fiz...
Mas lembra-te especialmente do bom que isso te trouxe...
E sorri...
Quando ouvires o meu nome, sorri!
Quando lembrares a minha face, sorri!
Porque faço parte do teu passado...
Porque nele existi...
E se nele fui enterrada, então sorri!
Sorri porque foi aí que algo renasceu em ti...
Esse qualquer sentimento que te tornou mais forte e mais adulta...
E Nunca te esqueças de sorrir...
Quando te lembrares daquela estranha que conheceste num minuto
e que até duvidaste que existisse realmente...
Porque ela fez-te olhar para dentro e pensar em ti...
E esse olhar não se esquece e faz-nos sempre sorrir...

sexta-feira, 1 de junho de 2012

A menina da História...


Era uma vez uma menina que sonhava com pistolas e aventuras. 
Corria pelos campos, pelas matas,
trepava às árvores e jogava futebol com os amigos.
Quando ficava em casa, ela brincava com carros e soldados
e inventava histórias com as bonecas que lhe davam.
Também criava lares e famílias mas estas não eram muito comuns.
Imaginava que era uma grande cantora, adorada por todos
mas que amava uma só pessoa e para ela cantava
(e desafinava! Felizmente ninguém a ouvia...).
À medida que crescia, as suas histórias iam-se tornando mais realistas
mas eram suas e mais ninguém as conhecia...
 Toda a gente sabia que ela era diferente 
mas ninguém podia saber o que ela vivia no silêncio do seu quarto.

Um dia teve um sonho...
Alguém de quem ela gostava estava ali mesmo ao seu lado,
na cozinha onde tanto brincava.
Alguém que ela não conhecia
mas que sabia amar e querer com todas as suas forças.
Era uma menina linda...
Um nada mais alta que ela...
E ela só conseguia pensar que era com ela que se queria casar.
 Nos meses e anos que se seguiram continuou apaixonada
por aquela mulher nunca encontrada
e que passou a ser a sua secreta amada.

Com o passar do tempo e na sua vivência endiabrada sentiu-se exilada...

Esqueceu o sonho e agarrou-se ao mundo real
e às pessoas com quem lidava.
Soltou-se no mundo tal uma diaba
e viveu a fundo tudo o que a vida lhe dava.
Tornou-se adulta e fez-se à estrada
à procura da aventura que tanto desejara.
Mas a vida, cruel professora, ensinou-lhe o preço dos sonhos de outrora...
E assentando os pés no chão,
a menina pôs a cabeça entre as mãos e,
chorou desalmada o quarto no qual brincava.
Quando abriu os olhos encharcados e olhou à sua volta,
sentiu o coração encher-se de revolta pelos erros e enganos com os quais tinha sido alimentada.
O mundo não era nada...
E ela não era uma brilhante fada
com poderes para o alterar e fazer o céu brilhar.
Por fim viu que nem a noite, sua eterna paixão, tinha sempre o luar a iluminar...
E no fundo não havia assim tanta razão para acreditar.

Mas a sua raiva era tal que nem a morte lhe parecia real!
E no seu mundo se fechou e só quando ao abismo chegou,
no momento da definitiva decisão,
tomou consciência então
que poderia sempre ser feliz
enquanto houvesse sonhos a cumprir.
Voltou à sua memória aquela estranha,
e aquela história,
que tantas vezes a fez vibrar
sem mesmo nunca a encontrar...

Guardou-se do mundo vivendo nele...

Sonhou dias e noites a fio, sem construir nada com brio...

Abandonou-se aos charmes do desconhecido
tentando acordar o seu ser adormecido...

Até ao dia...

Alguém lhe fez promessas indevidas
e todas as suas mágoas foram esquecidas.
Novos sonhos surgiram
e lançou-se de alma e coração
numa estranha forma de vida chamada "relação".
Não foi bem aceite pelos demais
mas pouco importava à nossa menina cheia de ideais...
Ela só queria ser feliz
e encontrar quem sempre quis...

Mas tal como no passado, a vida angustiante
não deixou que o amor fosse avante.
A menina triste mas decidida
quis quebrar o ciclo da vida.
E pegando no que aprendeu
tomou o que, por direito, era seu:
O Amor!
"Não mais me vou entregar!"
Dizia ela magoada quando no fundo da sua alma nada mais esperava...
Do que acreditar novamente
que o amor é o que faz de nós gente
e nos alimenta
e nos faz crescer.
Sim...
Esse amor ao qual ela não se entrega...
Ao qual ela foge e se nega...

E a vida traiçoeira, ensina-a de outra maneira...
Saída nem sabe de onde,
surge uma alma que como ela se esconde...
E que tal como ela merece
tudo de bom que o amor oferece...
E a nossa menina AMA finalmente,
como merece pouca gente...

quarta-feira, 16 de maio de 2012

Passado esquecido...


Silent Shame by ~fallen-aggelos on deviantART

Integridade...
Honestidade...
Tudo coisas do passado!

Palavras usadas até cair em desuso...
Ideias de uma política 'idióptica' de quem se esconde por trás da máscara...
Por mais mal encaradas que sejam, são o espelho de quem somos...

Não é das verdades que temos medo...
Mas de enfrentar as mentiras que nos deixamos acreditar...

E com tanta franqueza que há no mundo tudo acaba por se saber...
Nesse momento é que reconhece a honra de quem as sabe viver...

Palavras...
Para quê?

segunda-feira, 23 de abril de 2012

Cada um tem o que merece!?!


Can't turn back time by *shimoda7 on deviantART

Se amei, amei de alma e coração
Se chorei, chorei de raiva ou de paixão
Se gritei, foi para ser ouvida ou chamar à atenção
Se fugi, foi para recuperar a solidão

Se te amei, de alguma forma fizeste com que te amasse
ou simplesmente vi em ti razões para seres amada.
Esperei um amor de retorno,
talvez tenha sido um sonho,
ou não tivesse reparado
que todo o amor te tinha sido roubado.

Mas hoje que sei que tudo acabou
Não quero repetir os erros do passado
Nem quero fugir do teu lado
mas quero oferecer-te ainda mais
porque para mim já tanto faz,
que me ames ou não,
não posso isolar-me na solidão
e fingir que posso viver
com este amor que tenho para dar e vender...

Se escrevo hoje o que sinto,
não sei se é verdade,
não sei se me minto...
Não sei se escrevo para ti
ou para que os outros saibam de mim...
Não sei se escrevo por mim
ou para a minha pessoa,
mas escrevo na boa
como me vêm as palavras,
sem ter de as fazer escravas,
para soar melhor
ao ouvido do leitor...

Texto escrito a 13-12-2005